Tudo na mesma por Vila Seca

27 10 2010

Passado um ano...tudo na mesma...

Página da Junta de Vila Seca em Outubro de 2010.

O tempo parou e o muito trabalho não permite manter as coisas na ordem do dia.

fonte: http://www.jf-vilaseca.pt/os-autarcas




Inauguração de Área de Serviço

8 10 2010

A Câmara Municipal de Condeixa promove, em conjunto com os “ Amigos do Centro”, a inauguração da Área de Serviço para Autocaravanas junto ao Mercado Municipal, N 40º 06.775″ – W 08º 29.602″, nos próximos dias 12, 13 e 14 de Novembro de 2010.

Dia 12 – Recepção
Dia 13 – Diversas actividades, jogos tradicionais e actuação do Grupo de Cantares da Freguesia de Vila-Seca, e Grupo de Bandolins da Casa Museu Fernando Namora, no Cine-Teatro dos Bombeiros
Dia 14 – Inauguração da Área de Serviço.





Recomenda-se

8 10 2010

Um sítio que vale a pena visitar: http://www.memoriamedia.net/

“Memoriamedia é um protótipo em evolução para se transformar no e-Museu do Património Imaterial”http://www.memoriamedia.net/





O Orçamento da A.R. para 2010

7 10 2010

Quando se pedem tantos sacrifícios a todos nós, e em especial aos “funcionários públicos” ainda no activo, aconselha-se uma leitura mais atenta ao Orçamento da Assembleia da República para o corrente ano de 2010 publicado no  Diário da República nº 28 – I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010.

Trata-se da  RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº 11/2010 e pode  ser consultada no site http://WWW.dre.pt


Vamos ler, algumas rubricas do orçamento da Assembleia da Republica:

1 Vencimento de Deputados

12 milhões 349 mil Euros

2 Ajudas de Custo de Deputados

2 milhões 724 mil Euros

3 Transportes de Deputados

3 milhões 869 mil Euros

4 Deslocações e Estadas

2 milhões 363 mil Euros

5 Assistência Técnica (??)

2 milhões 948 mil Euros

6 Outros Trabalhos Especializados (??)

3 milhões 593 mil Euros

7 RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA

961 mil Euros

8 Subvenções aos Grupos Parlamentares

970 mil Euros

9 Equipamento de Informática

2 milhões 110 mil Euros

10 Outros Investimentos (??)

2 milhões 420 mil Euros

11 Edificios

2 milhões 686 mil Euros

12 Transfer’s (??) Diversos(??)

13 milhões 506 mil Euros

13 SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R.

16 milhões 977 mil Euros

14 SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS

73 milhões 798 mil Euros

NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA para o ano de 2010, é de € 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) conforme se pode ver na folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 – 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.

E são estes … que depois pedem sacrifícios ao povo.

Diz o Artigo 148.º (Composição) - A Assembleia da República tem o mínimo de cento e oitenta e o máximo de duzentos e trinta Deputados, nos termos da lei eleitoral.

Actualmente Assembleia da República é  composta por 230 Deputados eleitos por sufrágio universal e directo dos cidadãos eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro. Estando o país em crise não seria aconselhável a A.R. dar exemplo e reduzir os deputados ao mínimo?

Já dizia a minha avó:

- POUPAR É ENQUANTO SE TEM…





I FESTA DA DOÇARIA

6 10 2010





III Concerto de Outono

5 10 2010

O Concerto irá decorrer na Igreja de Nossa Senhora da Saúde- Igreja Matriz de  Belide – Condeixa pelas 16 horas do próximo Domingo dia 10 de Outubro.





Passeio de bicicleta

4 10 2010





Queijo do Rabaçal em selo

28 09 2010

Em homenagem aos pastores, às suas mulheres, e a todos os que ainda trabalham nas queijarias e rouparias tradicionais de Portugal, os CTT fizeram esta emissão de selos comemorativos, dividida em duas séries, retratando todos os queijos DOP e IGP lusitanos.

O selo que assinala o Queijo Rabaçal é de 0,32 euros e insere-se na primeira série daquela emissão comemorativa.Queijo Rabaçal DOP

Feito de leite de ovelha e cabra, na proporção ideal de 75% do primeiro e 25% do segundo, cru, coagulado com coalho animal, curado durante pelo menos três semanas. Forma cilíndrica, cerca de 5 cm de altura e 12 cm de diâmetro, peso entre 300 a 500 gr. Pasta de cor branco-mate, semidura, com poucos ou nenhuns olhos, de sabor individualizado.

A área de produção centra-se privilegiadamente na antiga vila de Rabaçal (concelho de Penela, distrito de Coimbra) e algumas povoações próximas. O diploma que instituiu a DOP inclui os concelhos de Alvaiázere, Ansião, Condeixa-a-Nova, Penela, Pombal e Soure.

fonte : Desdobravel_queijos_CTT




Anobra em destaque

28 09 2010

Com ousadia suficiente em analogia pura com o confronto Bíblico de David e Golias, Anobra veio à Praça e desafiou Condeixa a baixar o valor do IMI. A proposta de redução das taxas de IMI  aprovado por unanimidade na Assembleia de Freguesia de Anobra em 24 de Setembro foi ontem chumbada pela Assembleia Municipal de Condeixa-a-Nova.

A Junta de Freguesia de Anobra liderada pelo Bloco de Esquerda desde as AUTÁRQUICAS 2009, merece um destaque especial pelas inúmeras medidas tomadas desde que tomou posse em 09 de Novembro de 2009. O executivo compreendeu e assimilou aplicando bem na prática o importante papel que uma Junta de Freguesia deve ter junto das populações.

Pelo que vi e li, dou os meus parabéns a todos aqueles que com coisa pouca fazem Cultura, praticam Arte e mostram o que é possível fazer com os nossos impostos.

As gentes de Anobra devem estar orgulhosos da sua Junta de Freguesia.

Novo sítio da Junta de Freguesia inaugurado este mês

Para mais informações visite http://www.freguesiadeanobra.pt/





O apelo divino

26 08 2010

De estatura franzina e com os olhos revirados pelos pensamentos que lhe toldavam a vista, Lurdes levantou a cabeça enquanto media o estafermo daquele gajo que teimava em lhe azucrinar o miolo.

A vida madastra em oportunidades tinha-a bafejado com um tecto de estrelas. Com sonhos de pobre que se julga com direitos, viu o Banco accionar a hipoteca e levar-lhe a casinha nova já que a velha recebida em herança já fora – moeda de troca. Restava-lhe uma pequena sorte que por milagre escapou ao negócio. Foi lá nessa sorte perante a ameaça do inverno que começou a levantar um humilde abrigo parecido nos objectivos com os de uma casa.

Andava Lurdes nesta azáfama quando foi surpreendida pelos fiscais sob a insinuação de estar a ocupar a via pública. Olhou e voltou a olhar em todas as direcções tentando encontrar justificação para a acusação. O local ermo e deserto e o pouco trânsito local não a convenceram. Ocupação também não a vislumbrou já que a faixa de rodagem só se alcançava com mais do que um passo de gente do tamanho dela.

- Seria acuso? Indagou ela.

O acaso como motivo deixou-a mais descansada por breves instantes. Grande ironia a dela. O terreno, que os solícitos fiscais apontavam e onde se amontoavam alguns poucos materiais já que o dinheiro é curto, tinha-o Lurdes ofertado para amansar uma curva traiçoeira.
Por esta altura a mostarda tinha-lhe chegado ao nariz provocando uma verborreia de causas, motivos e injustiças ainda vivas que os fiscais boquiabertos engoliram em seco.

- Então os senhores não viram ali em baixo uma vedação de obras no caminho? Não será para lá o vosso destino? Não será lá a ocupação da via pública?

Percebeu a armadilha dos zelosos fiscais. A ocupação da via pública existia mas o flagrante equivoco do local e dos seus autores faziam dela uma inocente vitima. Perante a intransigência dos funcionários, Lurdes esgotou argumentos e resignada pelo porta-moedas vazio calou-se.

Sabia que já tinham denunciado a vedação de obra vizinha à Câmara mas também sabia que lá dentro havia gente com influência para calar protestos e travar processos. Indignada consigo própria não perdou o facto de não ter ninguém a quem se socorrer. Quem sabe se tivesse uma irmã engenheira ou doutora lá dentro sempre teria hipóteses de safa. Assim não, teria de vergar.

Nestas conjecturas de momento e com a cabeça a latejar com o atropelo de ideias e congeminações jurou não mais colocar um pé na Praça. Tinha medo de encontrar alguém  traiçoeiro com quem partilhara ideologias e votos. Num momento de cegueira poderia fazer um disparate de que viesse a arrepender-se. Agora percebia melhor que aquela coisa de retirar a palavra socialismo lá da Constituição tinha sentido. Estava por tudo. Já nada fazia sentido.

Com muita pena dos comerciantes com quem comungava apreensões custava-lhe deixar a Praça.

Mas esta angústia foi coisa do momento. Um aperto no coração apelou e lembrou que ELE não tem culpa. Desde quando se misturam as coisas de Deus com as matreirices dos homens?

Porque acredita no Divino, Lurdes jurou. E sendo certo que promessa de pobre é para cumprir, Lurdes jurou que todos os anos juntamente com a família faria uma excepção:
-Pelos  Passos virá à Praça participar na Procissão, e em cada momento da Via Sacra pedirá ao Senhor que seja magnânimo para com os nossos politicos, os perdoe e os ilumine com muita sabedoria. Para aqueles que os aturam pedirá paciência.

Lurdes com o seu coração grande excedeu-se em promessas e incomodará em vão o Senhor. Paciência para quê? Toda a gente gosta de crianças e desculpa as suas criancices…

post scriptum:
Artigo de ficção.
Se conhecer na nossa Praça algum caso em todo ou em parte parecido  é pura coincidência.







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